Campanha de financiamento coletivo busca viabilizar atividades de graffiti, breaking e improvisação musical para estudantes da rede pública
Por Isabelle Medeiros.
O projeto tem caráter exclusivamente simulado e não será executado ou submetido a uma campanha real de financiamento coletivo.
Este projeto consiste em uma simulação de financiamento coletivo, desenvolvida em parceria com o Curso de Formação em Economia Criativa e Gestão de Projetos Culturais da Rede Logos e a disciplina COMB64 – Elaboração de Projetos, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
O projeto foi pensado para estudantes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio da rede pública de ensino em tempo integral. Nesta primeira etapa, as ações estão concentradas no Nordeste de Amaralina e comunidades do entorno. A expectativa é atender diretamente entre 25 e 50 estudantes por ciclo de oficinas, com impacto indireto em até 200 pessoas da comunidade escolar.
A programação reúne três linguagens. Na oficina de graffiti, os participantes terão contato com técnicas de pintura com spray, história do graffiti, planejamento visual, criação de estilo e intervenções coletivas em murais. Já a oficina de breaking trabalha consciência corporal, coordenação motora, musicalidade e aspectos relacionados às rodas de dança.
A terceira frente é a improvisação musical, com exercícios de freestyle, batalhas de rima, ampliação de vocabulário, dicção, estruturas de rap e produção de composições autorais. A proposta é desenvolver, por meio dessas práticas, criatividade, expressão individual, senso crítico e cidadania.
Além das atividades artísticas, o projeto busca dialogar com os Componentes Curriculares Eletivos (CCE) do Novo Ensino Médio, funcionando também como uma possibilidade de atividade de contraturno para escolas de tempo integral.
Campanha de financiamento
A campanha está hospedada na plataforma Benfeitoria e funciona no modelo “Tudo ou Nada”. A primeira meta é de R$ 10 mil e, caso o valor não seja alcançado, o dinheiro arrecadado é devolvido integralmente aos apoiadores. Se a meta for atingida, o projeto realiza três dias intensivos de oficinas nas escolas.
Há ainda duas metas de ampliação: a segunda permite realizar cinco dias de oficinas e a terceira prevê um ciclo de sete dias, com maior duração das atividades. Os recursos também serão destinados a materiais, cachês dos professores, equipamentos, logística e demais custos de produção.
Os apoiadores podem contribuir a partir de R$ 20 e receber recompensas que incluem certificado digital, chaveiro, adesivos, caderno, camisa, bucket, latas de spray personalizadas, prints e obras do artista Cabuloso.
Quem está por trás do projeto
O coletivo “A Rua é Nossa” nasceu na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (FACOM/UFBA). O projeto é liderado artisticamente por Marcos Costa, conhecido como Cabuloso, artista nascido em São Félix e criado no Cabula, em Salvador. Sua trajetória no graffiti e na pixação começou em 1998, e ele é bacharel em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFBA.
A equipe de planejamento e produção executiva é formada pelos estudantes de Comunicação com ênfase em Produção em Comunicação e Cultura da UFBA Felipe Deras, Gabriel Ferreira, Luiz Gonçalves e Tainan Biriba.
Com a campanha, o coletivo busca viabilizar a realização das oficinas e ampliar o acesso de estudantes da rede pública de Salvador a práticas artísticas ligadas à cultura Hip-Hop.
SERVIÇO
O que: Campanha A Rua é Nossa
Meta inicial: R$ 10 mil
Modalidade: Tudo ou Nada
Local de realização: escolas públicas de Salvador, com foco inicial no Nordeste de Amaralina e adjacências
Contribuições: a partir de R$ 20
Instagram: @spraycabuloso
Site: spraycabuloso.com.br
E-mail: [email protected]
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